Regresso à escola, regressam as rotinas

Olá!

Para quem tem filhos em idade escolar é tempo de regressar à escola, à vida de todos os dias e às rotinas. Não pense que é negativo.

As rotinas funcionam como as primeiras organizadoras da vida de todos nós.

Contribuem para a previsão do que irá suceder e de que forma o ambiente em redor se organiza, conjuga e acontece.

As rotinas proporcionam tranquilidade e segurança, contribuindo naturalmente para a diminuição da ansiedade.

A escola e o cumprimento dos horários e rotinas são elementos extraordinariamente organizadores, pelo que é importante que a escola e família estejam em harmonia e concordância nesta tarefa.

Mas se é essencial ter um plano diário de hábitos rotineiros, também é necessário não esquecer que a rigidez extrema em relação às rotinas é prejudicial.

É importante dar espaço para momentos descontraídos, alterando-se as rotinas em dias especiais ou mesmo a meio de uma semana difícil.

A celebração de momentos especiais, os quais são preenchidos de valores e de aprendizagens justificam as excepções às rotinas.

Pontualmente é positivo e deve acontecer, podendo explicar-se à criança os motivos da excepção ou reforçá-los, no caso de as crianças os terem percebido sem explicação.

Tal como é importante abrir excepção à rotina em momentos especiais, também será importante dentro da rotina promover momentos livres para as crianças fazerem o que quiserem. Este tempo não estruturado, para que a criança o ocupe como lhe apetecer, permitirá estimular a capacidade de improviso e a adaptação à mudança.

As rotinas na infância promovem:

  • Segurança;
  • Tranquilidade;
  • Previsibilidade;
  • Organização;
  • Tempo;
  • Harmonia;
  • Crianças saudáveis;
  • Regras e limites;
  • União familiar.

Um dia excelente para si, e se tem crianças seja seguro a ditar hábitos e rotinas!

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Maria José

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A depressão infantil

 

A depressão na infância acontece e pode ter inúmeras causas.

A falta de apoio nas necessidades básicas da vida da criança, uma relação parental disfuncional, onde os pais não conseguem satisfazer as necessidades afectivas e de protecção da criança, a vivência num ambiente conflituoso e agressivo em que a criança está exposta a excessivas críticas e recusas, experiência de uma situação traumática. Estes são potenciais factores desencadeadores de sintomas depressivos.

Muitas vezes os familiares só se apercebem, quando a criança apresenta alterações no comportamento que os inquietam.

As dificuldades de aprendizagem e os maus resultados escolares, podem ser um dos primeiros indicadores da depressão.

A depressão na infância  provoca transtornos a nível das funções cognitivas, como atenção, concentração, memória e nas funções executivas. Devido a estas alterações a criança não é capaz de desenvolver as suas competências, desencadeando comportamentos agressivos, baixa auto-estima, desmotivação, sentimentos de inutilidade e de culpabilidade.

A que sintomas deve prestar atenção:

 

  • Ansiedade

A criança pode apresentar muita fome, exibir mudanças no comportamento, chorar muito e muitas vezes sem motivo ou ficar inquieta;

  • Perturbação do sono

A criança pode apresentar dificuldade em adormecer ou  manifestar sono agitado, acordando várias vezes durante a noite;

  • Irritabilidade

A criança pode ficar agressiva ou incomodada com alguma coisa;

  • Perturbações do comportamento alimentar

A criança pode não se alimentar adequadamente levando à perda de peso ou a uma dificuldade em aumentar o peso de forma apropriada;

  • Recusa em ir à escola

A criança pode recusar ir à escola. O que geralmente acontece em resposta a um acontecimento traumático;

  • Fobias

A criança pode apresentar um medo irracional, incontrolável,  face a locais como a escola ou noutras situações.Por vezes, manifesta medo de adormecer;

  • Queixas abdominais

A criança pode usar lamentos como um jogo relacional, utilizar a dor corporal como um meio de pressão face aos pais: dores de barriga e de cabeça, pretendem sobretudo evitar a ida à escola ou outra situação causadora de ansiedade;

  • Obsessões

A criança  pode manifestar preocupação excessiva em redor de temas como a doença, a morte ou manias com o asseio e a arrumação;

É fundamental estar atento aos sintomas, mas mais importante é que  pais ou cuidadores proporcionem à criança sentimentos de segurança e suporte afectivo para que estes sintomas nunca se desenvolvam.

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Imagem: via

Um dia feliz!

Maria José!

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